sábado, 12 de abril de 2014

Diálogo I

      ...

r - Alô ?
c - Alô, sou eu.
r - (suspiro), não quero mais saber de você..
c - Eu sei.
r - Então por que ligou ?
c - Não pude evitar.
r - (respira fundo), não podemos mais ficar juntos, não depois do que aconteceu.
c - mas, mas.. eu nasci para estar com você.
r - Não vem com essa. Falácia !
c - o que significa isso ?
r - vês ? é disso que estou falando. Somos completamente diferentes.
c - E qual seria a graça se a gente fosse igual ?
r - Não é pra ter graça. Um relacionamento exige maturidade e equilíbrio.
c - ...e também sensibilidade e compreensão.


r - Se eu for levar em conta todas as suas opiniões, serei um tolo! 
c - Se não levar nenhuma, vai estar sozinho.
...
c - a razão não é auto-suficiente. Vc tem limites. Sozinho, vc tira a emoção da vida.
r - Você acabou de citar Pascal e Nietzsche.. na mesma frase.
c - (riso bem baixo) eles tinham coração. Aposto que eram amáveis e engraçados.
r - (riso contido), você tem que ler mais..


c - Alô ? ainda está aí ?
r - estou pensando..
c - não pense muito.
- (suspiro longo) tudo bem. 
- tudo bem o quê ?
r - vamos falar pro garoto que ela é a garota certa.
c - e aquele papo de que "precisamos estudar, trabalhar..", "ela nem é do meu tipo", "não tenho tempo."?
r - deixa pra lá, daremos um jeito.
c -  já dizia um velho ditado : O coração tem razões que a razão não conhece.
- ..Pascal de novo.. e é engraçado que você só lê o que lhe convém...
c - não enche o saco.

(razão e coração)





quarta-feira, 2 de abril de 2014

Melhor hora do dia


A meia noite, tudo corre.
Deitado, já não tenho mais os pés no chão.
É quando o sonho vem antes de dormir e, ao fechar os olhos,
processamos todo esse caos. A razão vai se misturando.. diluindo.
E caímos em nossas ideias.. mais do que isso.. nos tornamos uma.
Ao contrário de quando estamos atuando, ao dormir os seus sentimentos negam você e não o contrário.
O palco é deles, e você é mais um na peça.
Não somos personagens. Somos texto, versos e interpretações.

De noite, tudo passa mais devagar.
Aí está a ironia..
A luz do quarto se apaga e somos obrigados a olhar para dentro.
Reviramos tudo em busca de algo ou alguém.
A noite segue e sempre dou um jeito de olhar pra cima.
"Pensamentos são estrelas que não consigo arrumar em constelações"
brilham de tal forma, que mesmo a noite, podemos ver tudo.
.refletimos.
E quanto mais vamos para dentro, mais expandimos.
Tudo parece possível e é mais um daqueles momentos em que você parece infinito...
...e é.

O fato é que
apontamos para o céu e não percebemos que as estrelas estão aqui do nosso lado.
E quantas delas passam desapercebidas.
Já cheguei a ver milhões de uma só vez em um olhar.
bilhões ao pensar nisso essa noite.

A melhor hora do dia é aquela em que você decide olhar para dentro, por um instante,
e assim, vendo um universo inteiro, nota uma estrela que seja.
 E a faz uma constelação.. 

..no seu próprio coração!


domingo, 16 de março de 2014

Ilhas


Onde estão as pontes ?
Andei
E ao estreitar meus olhos vi ilhas,
elas sempre estiveram lá.
De todas as formas e tamanhos
com suas próprias leis e costumes.
E o mar, um só.
Alimentando, dividindo e dando forma.

Agora, estou em um ponto alto
Todas as ilhas possuem um lugar assim.
Quando subo, fico fascinado pela visão de
outras pessoas fazendo a mesma coisa.
Não são muitas, seja porque a maioria está
ocupada com seus afazeres no centro ou pelo
incômodo da subida.

Daqui, tem-se uma noção geral de tudo!
Ontem, vi uma garota em uma ilha próxima.
Ela lia um livro, observava o mar, as ilhas, as estrelas..
..fiquei atônito. Acenei. Ela sorriu, se deu conta de algo e correu.
Ela tinha uma história e eu até que queria fazer parte dela.
Mas isso foi ontem..

..daqui, vejo pontes e muros. Eu mesmo já construí alguns. Mesmo que
mais seguras, as ilhas muradas tendem a desaparecer, aos poucos e
de dentro pra fora. Pelo menos foi o que eu li em algum lugar.
A maioria culpa o mar.
Alguns poucos, as ilhas.
Hoje, eu só observo. E me vejo olhando, de vez em quando,
para aquela ilha próxima, na busca por mais um sorriso.

sábado, 6 de agosto de 2011

IN the SIDE

Na verdade, tudo é arte
tudo é filosofia,
e quando tudo é alegria
é porque ainda falta uma parte.
Sabes,
que a vida é feita
também de mares revoltos,
Teimas,
que seria melhor se fossem só calmarias,
Terias,
que acreditar em contos de fadas
Porque,
a vida é feita de versos
e na dança do dia-a-dia
há espaço para o romantismo e o realismo.
A música não se restringe às notas,
há o silencio, a pausa,
há um porquê, sem aparente causa.
Complicado para quem não vê,
difícil para quem não sente
Fácil, se querer
assim, puro e simplesmente.

domingo, 15 de maio de 2011

Two WOR(L)DS (love and justice)

Words can die, when your sky is gray
How can i feel ? if
Every day is the same day. when your
Raimbow is black and white
Every 
  song 
Is a kind of fight.
Sword of justice is 
  broken
The fire of love was stolen
How can the world live without heart ?
Every day is new 
   day !
Like the singularity of stairs
Or the words that you say
Victory ! the love is alive ! but, where is it ? Is in
Every heart. can you 
   see
?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Despedidas e afins...

            De repente, tudo se emudece. O som da falta, ou da saudade, começa a ser ouvido em cada canto de meu sistema nervoso. Sei que pareço confiante, intrépido. Mas, às vezes, a vida nos prega peças que não podem ser evitadas. E nesse teatro, muitos tentam dançar conforme a música, cantar conforme a dança... mas nem todos são assim. Se tentarmos fingir ser quem não somos, acabamos sendo traídos pelo próprio pensamento. E não há nada pior que ter um inimigo dentro de você mesmo.
            Despedida, algo com a qual nunca me acostumarei em minha vida. Em um momento você está inteiro, e de repente se vê numa situação complicada : Uma bifurcação. Palavra forte, que indica uma separação, mesmo que momentânea, ou uma divisão de caminhos. Chega um ponto na vida que as bifurcações aparecem, mesmo que a evitamos. O que fazemos com o que nos é dado é que faz a diferença no final da caminhada. Certas pessoas separam-se, mas estão ligadas, e acabam se encontrando. Outras vivem juntas, mas em caminhos totalmente diferentes, e quase nunca se esbarram. A estrada da vida pode parecer incerta, mas é feita das nossas próprias ações. Por vezes construímos paredes e abismos em nossa caminhada, e andamos mais para chegar ao alvo quando poderíamos ter pego um atalho. Mas essa é a vida, todos erram, muitos querem acertar, poucos usam aquele para chegar nesse.
             E os dias passam, e com eles a experiência vem ganhando espaço no que antes era descoberta e novidade. Aprendemos que o valor de um amigo é muito maior que o das quantias existentes em todas as contas bancárias que se pode imaginar. Conhecemos novas maneiras de reagir à situações adversas, como a despedida, o amor, a tristeza, ‘o sanhaço’. Aprendi que o ‘Adeus’ nunca deve ser dito junto ao momento da partida, que a vida se ajeita por si só, mas que isso não é motivo para não continuarmos de pé, lutando para um futuro melhor. Soube o valor de um ‘Te Amo’, da família, de um amigo... o importante é constatar que mesmo ao se deparar com uma bifurcação, deve-se continuar de cabeça erguida, sempre lembrando daqueles que iniciaram a caminhada ao nosso lado, e mantendo a esperança da união de estradas, de um encontro.

sábado, 2 de abril de 2011

Infinitos


E não são palavras,
que conseguirão transmitir,
as diversas emoções embaralhadas
que encontro em meu cérebro...
Dificilmente fáceis de se entender,
facilmente difíceis de se perder.
Neste mar de sinapses aleatórias,
surge um padrão, um fator...
um sentimento ainda não decifrado,
um conjunto chamado amor.

Muitos pensam que ele já não mais existe,
mas enquanto houver mundo, e pessoas,
ele vai estar lá, como algo que não se pode matar,
algo que não se pode conter, ou entender...
talvez pudéssemos fazê-lo se usássemos os 80 % ou mais
restantes do nosso cérebro...

Mas não, somos limitados...
apenas amamos, e pronto.
Podemos tentar nos enganar,
e limitar nosso amor,
mas não somos limitados ?
O amor não tem limites, ele transcende tudo e todos,
e se fazemos parte dele, então
Somos infinitos... 

Não há como falar do amor sem parodoxos e antíteses,
Não há como falar de nós mesmos sem sermos tendenciosos,
deixe que o amor fale, deixe que ele se apresente, deixe que ele te defina,
talvez tudo se torne um pouco mais fácil.
assim, poderemos entender a nós mesmos.

(poemas incompletos- I)