E não são palavras,
que conseguirão transmitir,
as diversas emoções embaralhadas
que encontro em meu cérebro...
Dificilmente fáceis de se entender,
facilmente difíceis de se perder.
Neste mar de sinapses aleatórias,
surge um padrão, um fator...
um sentimento ainda não decifrado,
um conjunto chamado amor.
Muitos pensam que ele já não mais existe,
mas enquanto houver mundo, e pessoas,
ele vai estar lá, como algo que não se pode matar,
algo que não se pode conter, ou entender...
talvez pudéssemos fazê-lo se usássemos os 80 % ou mais
restantes do nosso cérebro...
Mas não, somos limitados...
apenas amamos, e pronto.
Podemos tentar nos enganar,
e limitar nosso amor,
mas não somos limitados ?
O amor não tem limites, ele transcende tudo e todos,
e se fazemos parte dele, então
Somos infinitos...
Não há como falar do amor sem parodoxos e antíteses,
Não há como falar de nós mesmos sem sermos tendenciosos,
deixe que o amor fale, deixe que ele se apresente, deixe que ele te defina,
talvez tudo se torne um pouco mais fácil.
assim, poderemos entender a nós mesmos.
(poemas incompletos- I)