Sem explicação prévia..
Sem limitação..
Mar de nós
que não congela, mas não evapora.
Permanece líquido, incerto,
Como se abrigasse todas as possibilidades do planeta.
Mas só precisamos de uma
para enfim, fazer esse mar confundir-se com o céu em que pisamos..
Fazer tudo um só.
Sem horizonte definido.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
O Amor
O amor é real
o amor está presente
mas o amor não é bem como pensamos
O amor não natural
O amor diferente
O amor por qual tanto ansiamos
O amor que eu quero que você conheça
esteja onde estiver
O amor que eu quero que aconteça
quando o tempo melhor vier
O amor perfeito
O amor que espera
O amor que me levará aonde eu devo ir
O amor que em tudo dá um jeito
O amor que tudo supera
O amor que te trará até mim
O amor que age com respeito
O amor que me tira o medo
O amor que me faz renunciar um beijo
ou três, quatro, infinitos
O amor que talvez nunca na terra eu entenda
Mas que ainda assim posso viver
O amor, o amor, o amor!
o amor mudador
O amor que se baseia em Cristo
na confiança que Ele pode dar
O AMOR QUE NÃO SE BASEIA POR VISTAA!!!!
O amor sobre o qual eu tento escrever
O amor que NÃO DÁ pra descrever!!
O Amor com o qual quero te amar..
O Amor que eu quero te ofertar
O amor que vai me sustentar
O amor que também te sustentará
O amor que sobreviverá
O amor que me faz mudar
o amor é dom supremo!
o amor está presente
mas o amor não é bem como pensamos
O amor não natural
O amor diferente
O amor por qual tanto ansiamos
O amor que eu quero que você conheça
esteja onde estiver
O amor que eu quero que aconteça
quando o tempo melhor vier
O amor perfeito
O amor que espera
O amor que me levará aonde eu devo ir
O amor que em tudo dá um jeito
O amor que tudo supera
O amor que te trará até mim
O amor que age com respeito
O amor que me tira o medo
O amor que me faz renunciar um beijo
ou três, quatro, infinitos
O amor que talvez nunca na terra eu entenda
Mas que ainda assim posso viver
O amor, o amor, o amor!
o amor mudador
O amor que se baseia em Cristo
na confiança que Ele pode dar
O AMOR QUE NÃO SE BASEIA POR VISTAA!!!!
O amor sobre o qual eu tento escrever
O amor que NÃO DÁ pra descrever!!
O Amor com o qual quero te amar..
O Amor que eu quero te ofertar
O amor que vai me sustentar
O amor que também te sustentará
O amor que sobreviverá
O amor que me faz mudar
o amor é dom supremo!
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Hänsel und Gretel
João, só vivia dentro de si, organizado.
só vivia dentro
só vivia
só via
só
ia.
ria
amar
maria
e maria muda tudo.
e tudo
era maria.
João e Maria.
O descompasso era evidente, as rimas foram sumindo.
Com a forma se esvaindo, ponderou sua poesia.
Quem diria,
João Tão seguro,
Agora morria
às avessas, em versos.
Brancos ou não.
Afogado em ideias
Só escrevia,
Pensava e lia.
Seu ar.
Seu mar.
Maria.
-joão
O descompasso era evidente, as rimas foram sumindo.
Com a forma se esvaindo, ponderou sua poesia.
Quem diria,
João Tão seguro,
Agora morria
às avessas, em versos.
Brancos ou não.
Afogado em ideias
Só escrevia,
Pensava e lia.
Seu ar.
Seu mar.
Maria.
-joão
![]() |
| "o caminho de volta pra casa não é assim tão fácil" |
domingo, 18 de maio de 2014
Serendipidade
I
Nus, meus pés não sentem frio. Em cada passo, um novo chão.
Sinto cada grão, cada textura.
Sinto o vento, sinto você. E mais coisas que não posso ver.
Sinto tanto, sinto muito. Mais ainda que o mundo.
Sinto nada, sinto cada exagero que desaba
em minha mente, de uma vez só.
II
'In vino veritas'
meu vinho é a vida.
Bebo quando penso.
Exagero quando escrevo,
e bêbado, surgem os sentidos:
duplos, triplos, ambíguos em si.
cheios de se...
III
Se Kairós é quando o tempo e o espaço convergem para a ação.
Que dirá o coração. Que anda atrasado no tempo e perdido no espaço.
Ainda assim não lhe falta momento oportuno.
Nus, meus pés não sentem frio. Em cada passo, um novo chão.
Sinto cada grão, cada textura.
Sinto o vento, sinto você. E mais coisas que não posso ver.
Sinto tanto, sinto muito. Mais ainda que o mundo.
Sinto nada, sinto cada exagero que desaba
em minha mente, de uma vez só.
II
'In vino veritas'
meu vinho é a vida.
Bebo quando penso.
Exagero quando escrevo,
e bêbado, surgem os sentidos:
duplos, triplos, ambíguos em si.
cheios de se...
III
Se Kairós é quando o tempo e o espaço convergem para a ação.
Que dirá o coração. Que anda atrasado no tempo e perdido no espaço.
Ainda assim não lhe falta momento oportuno.
domingo, 11 de maio de 2014
Checkmate
E eu não tenho tempo.
Não que esteja com pressa, Simplesmente não o tenho. Me falta.
Tudo se resume à peça. Assim, bem fatalista.
Sou o rei, o bispo, o cavalo e o peão.
Múltiplas personalidades pra alguém teoricamente são.
Algumas considerações relevantes :
1) As peças em silêncio não se movem
2) Não importa a jogada quando você está disposto a empatar.
Ah se as peças fossem uma só...
Mas não, somos fragmentados, funcionais.
Pego no peão que tenho na frente e te dou..
você me dá seu coração..
Assim, minha mente fica desprotegida ali no canto..
....
1)Estar em silêncio é estratégico, é formal.
É pausa, hífen, vírgula, reticência fechada.
Silenciar é dar um tempo para que o outro jogue, ou para que
você mesmo reorganize suas peças no tabuleiro.
2) Empatar é inevitável. Quanto mais coração,
Menos torres, menos bispos, menos lógica.
As palavras estão no tabuleiro,
não quero me desfazer delas, tampouco superar as suas.
Prefiro um tabuleiro cheio.
Checkmate
o rei está morto, o jogo perdido, a dama só olha
o bispo iludido, o cavalo de tróia, o peão coagido
só volta à caixa mandado ou perdido.
Algum tempo depois
As peças repousam, a mente relaxa..
e voltam completas
e jogam,
e caixa.
É pausa, hífen, vírgula, reticência fechada.
Silenciar é dar um tempo para que o outro jogue, ou para que
você mesmo reorganize suas peças no tabuleiro.
2) Empatar é inevitável. Quanto mais coração,
Menos torres, menos bispos, menos lógica.
As palavras estão no tabuleiro,
não quero me desfazer delas, tampouco superar as suas.
Prefiro um tabuleiro cheio.
Checkmate
o rei está morto, o jogo perdido, a dama só olha
o bispo iludido, o cavalo de tróia, o peão coagido
só volta à caixa mandado ou perdido.
Algum tempo depois
As peças repousam, a mente relaxa..
e voltam completas
e jogam,
e caixa.
sábado, 3 de maio de 2014
Salvador Dalí
I am the time himself,
in an old watch that is running to stop.
tic tac, knocks my heart.
The door ? i'm still looking for it
Running or not, i'm out
out of the box,
thinking about the same things..
so far, so good.
I am the watch himself,
in an old time that is running to stop.
But time is abstract, like an ideia, like love
never ends.
domingo, 27 de abril de 2014
- O estranho caso de um garoto
...
Passos largos, pensamentos compridos...
Passos largos, pensamentos compridos...
quase flutuava sobre aquele asfalto molhado.
absorto, imerso, sóbrio.
o som dos automóveis desaparecera há muito
a mulher ruiva, o senhor de camisa xadrez, o casal sentado no banco ao lado
não via nenhum deles.
Ao longe, no horizonte cinza, retangular, o sol se punha, tímido.
Mas o abraçava. Seus raios, trêmulos, tênues, iluminavam o seu lado esquerdo.
o lado do coração.
A rotina passava ao lado, mas já não o tocava.
Naquele momento, tudo era sol, música, ela e Deus.
A mulher riu, o senhor não viu e o casal sentiu quando o homem,
no auge dos seus 30 anos, sumiu.
Morrera às avessas.
O sol já tinha ido, quando o menino reapareceu.
Seus cabelos brancos haviam sumido. As rugas, nem sequer existido.
Prendeu o fôlego, e com um só suspiro devolveu todas as preocupações para fora
para o horizonte cinza escuro que se estendia à sua frente.
Um riso contido no canto do lábio indicava o que seus olhos já denunciavam há horas :
Uma alegria infante, quase que suspeita, irracional.
Irradiava em seu coração, preenchia seus pulmões, anestesiava sua mente.
Ele próprio virara sol, e todas as outras 6 notas.
Tinha essa estranha habilidade, o garoto.
Transformar rotina em raridade, cinza em azul celeste, poente em nascente.
Não era incólume às preocupações, decepções, mentiras, ruídos
Envelhecia a cada golpe, por dentro.
No seu mundo interior, chegava aos 30, em quase uma semana, mesmo tendo 20.
Ainda assim, desenvolvera, não se sabe como, um jeito de burlar o inevitável.
talvez fosse o sol, a música ou ela.
Ela era linda, e estava presente nos seus dois mundos
Assim como a música, mas de forma mais intensa, menos lógica.
"Deus meu, obrigado."
e o som dos carros crescia gradualmente,
a mulher ruiva, o senhor de camisa xadrez e o casal no banco haviam passado.
mas ele não. Ele permanecia.
Era tarde da noite e as estrelas deslizavam pelo céu
enquanto o garoto se viu em frente a casa.
Apertou a campainha uma só vez, talvez nem fosse preciso.
A porta se abriu e ele sorriu mais uma vez.
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